9.11.09

FILÓSOFO, BOÊMIO E POETA


Filosofo, boêmio e poeta.

Borbulha em meu peito
A pacata angústia da existência.
Titubeiam inúteis e frágeis interpretações
Do universo.
O lugar do cosmos
É o de sempre ou o de nunca mais?
Estático ou dinâmico?...
Por que saber,
Se o caos da persona
E a contingência da psique
Sempre em nada resulta
Para a compreensão do perdido self?
Filosofia e teorias antropológicas,
Tão inúteis quanto vãs teologias,
São apenas fragmentos
De angustiadas lamas intelectivas.
Almas que teimam no erro
De deixar as recônditas
profundezas do inconsciente.
“O inferno são os outros!”.
Que me resta então,
além das constantes contradições teóricas
e um mundo em Deus?
Resta o “SER” que criei...
Os dias que amei...
E os Outros...
Infernos que inventei.
Mas antes que a razão-instrumental
Torne-me vã e fútil figura patética,
Mergulharei ainda mais Em minhas filosofias,
Continuando a metamorfose
Desta boemia existência poética.

Um comentário:

andressamascarello disse...

Olá?!
Jamais imaginei que tivesse um blog, um filho, um cachimbo e um coração tão imenso ou melhor um amor tão imenso pela vida.
Meus olhos se fizeram grandes perante suas palavras,
eu imaginei sua alma do jeito que busquei algum dia a procura do meu primeiro Amor,
Mas quem sabe,(tomara que esse alguem saiba) pode ser o meu segundo eterno enquanto dure...
Sou entregue totalmente ao amor,
Deixo meu coração ser levado por quem qiser guia-lo...
No final ignoro os espinhos e somo as rosas...
Bjs